Gozo

Morto, exausto. Lençóis manchados, banhados de pecado. Meu corpo e meu sexo, murcho, morto, exausto, entregue. Posição fetal e nada mais ao redor. Nenhum braço me segura, nenhum corpo se deita sobre o meu. Me resta o sono, me resta a sede, me resta a rede, inerte, mas o leve balançar ainda me embebeda. Sonho com bandeiras, com sonhos inexistentes. Canto qualquer cantiga calado de melancolia. Minhas costas marcada de desejo. Um desejo tímido, apático, sem mais significado, sem mais escolha. Entregue. Nos meu lábios, ainda sobra um riso, nos meus braços ainda sobra um vestígio, na minha cama, ainda sobram sussurros. Na minha mente ainda explode e no fim é o que sobra. É o vazio sem solidão. É o gemido inexistente na dor. É a dor que chega e causa alívio. É a necessidade de me fazer humano de novo. Gozo

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Sobre Buendía

"Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito sono de manhã" Ver todos os artigos de Buendía

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eu li e...

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